Perguntas Mais Frequentes

Sobre o estudo



1 - Quais serão os principais impactos ambientais da construção da Arena da Amazônia?

A Arena da Amazônia será construída em uma área já urbanizada, minimizando os impactos ambientais. Existem alguns aspectos físicos que devem ser observados durante a obra como a emissão de gases poluentes e modificação de características físicas como solo e corpos d'água, por exemplo. O prognóstico ambiental traz medidas mitigadoras para estes impactos através de programas de gestão e controle.

2 - Quais serão os principais impactos sociais da Arena da Amazônia?

Alguns dos impactos positivos são o aumento e melhoria dos serviços na região; aumento dos postos de trabalho e rendimentos; potencialização do turismo local; oportunidade de acesso a lazer e cultura; reaproveitamento e reciclagem de materiais oriundos do Estádio Vivaldo Lima e valorização imobiliária.

Os impactos negativos são referentes ao aumento de fluxo de pessoas e veículos na região e devem ser mitigados com a implantação do novo sistema de transporte e de intervenções no sistema viário da cidade.

Além disto, durante a construção a vizinhança deve estar ciente de que o transtorno das obras será temporário e obedecem prioritariamente às questões de segurança envolvidas. Os empreendedores, por sua vez, devem assegurar que os transtornos durem o menor tempo possível.

O estudo do Instituto Piatam também prevê a necessidade de um plano de Educação Ambiental apoiado no esporte, que beneficiará a população para muito além da Copa de 2014.

3 - Haverá alguma desapropriação?

Não.

4- Qual a percepção dos moradores da área quanto a obra?

De modo geral, 90,7% dos domiciliares dos bairros amostrados são favoráveis à construção do empreendimento e 9,3% se consideraram relativamente contrários à edificação da obra.

5 - O que vai acontecer com o Igarapé dos Franceses?

Para evitar que a construção e funcionamento da Arena afete os cursos d'água, o Instituto Piatam elaborou o Plano de Gestão dos Resíduos do Processo de Implantação do Empreendimento, que prevê ações que evitem que o material seja despejado em material inadequado.

Apos a implantação do Estádio, deve-se estabelecer uma estação de tratamento de efluentes líquidos, evitando a contaminação dos corpos d'água. Estes prognósticos já foram entregues a Secretaria de Planejamento.

6 - Para onde vão os resíduos da demolição do estádio?

Os resíduos não poderão ser dispostos em locais inadequados, como corpos d'água, áreas protegidas, etc. Compete aos geradores a responsabilidade pelos resíduos de construção, o chamado "entulho". A equipe do I-Piatam elaborou um PLANO DE GESTÃO DE RESÍDUOS DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DO EMPREENDIMENTO. Este estudo visa identificar os materiais do entulho e apresentar opções viáveis de destinação final destes resíduos, mitigando?se, assim, os possíveis impactos ambientais.

Especial ênfase foi dada ao aspecto de reciclagem dos resíduos, possibilitando, assim, agregar valor econômico e ambiental a um material que, em principio, seria descartado no aterro semi?controlado da cidade de Manaus.

Algumas das nossas sugestões incluem que estes resíduos podem ser encaminhados para Estações de Reciclagem de Entulho, Unidades de Reciclagem de Pequeno Volume, Brechó da Construção, etc. Por exemplo, a forma mais simples de reciclagem do entulho é a sua utilização em pavimentação. Os resíduos plásticos e de vidro podem ser coletados por empresas de reciclagem de materiais plásticos, cooperativas e associações de catadores, depósitos ou ferros?velhos devidamente licenciados. Também deve-se observar as peças que podem ser reaproveitados em outros estádios, escolas ou clubes da cidade de Manaus como as cadeiras das arquibancadas, o gramado, as catracas, os extintores, as esquadrias, as luminárias, os espelhos, as louças sanitárias, etc. Pode-se, portanto, ambicionar a reciclagem quase total dos resíduos gerados com a demolição do Estádio Vivaldo Lima.


Perguntas gerais



1 - Qual a capacidade do estádio?

A capacidade prevista do estádio é de 44.160 lugares, considerando-se os destinados à mídia, área VIP, área VVIP e pessoas com necessidades especiais.

2 - Por que demolir o Vivaldão e não reformá-lo?

O Estádio Vivaldo Lima já passou por várias reformas estruturais, de instalações e de gramado, contudo, em recente vistoria, foram constatadas algumas patologias em sua estrutura.

Para atender aos padrões da FIFA, no tocante aos aspectos de conforto ambiental (climatização/ventilação) para o público e jogadores, transmissões radiofônicas, televisas e de dados, segurança patrimonial e do usuário, acesso aos centros de conveniências, iluminação, sonorização, demanda de energia elétrica, tratamento dos resíduos sólidos e líquidos, etc., o Estádio atual necessitaria passar por reformas pesadas, prolongadas e onerosas.

Serviços tais como reforço de supra e infraestrutura, troca das instalações elétricas, hidráulicas e de esgoto, que, para serem levados a cabo, necessitam, inexoravelmente, do apicoamento ou quebra de parte da superfície da estrutura de concreto ou alvenaria, demandam um período de tempo longo, dada as dimensões da obra. Em menor escala, estes serviços necessitam de plantas arquitetônicas, estruturais, elétricas, hidro-sanitárias, etc., e, uma vez que o Estádio conta com aproximadamente quatro décadas de existência, é quase certo que tais desenhos não mais existam.

A opção seria fazer um as built (conforme construído), mas isto demandaria um tempo fenomenal para sua conclusão e com possibilidade de não se ter um diagnóstico real da localização das instalações e tubulações, a taxa de armadura presente no concreto armado, tipo e quantitativo dos materiais de construção, etc.

Ademais, a fim de atender às exigências da FIFA para tornar o jogo agradável ao público pagante, mesmo em dias ensolarados ou chuvosos, deveria ser construída uma cobertura e presume-se que a atual estrutura do Estádio possa não suportar o peso próprio e ações do vento sobre uma cobertura. Portanto, há ocasiões em que uma nova construção torna-se mais rápida e menos custosa que uma reforma complexa na atual estrutura.

A proposta da construção da Arena foi apresentada à Federação Internacional de Futebol e Manaus foi então escolhida para sediar a COPA 2014, assim como outras 11 capitais, tendo como mérito o projeto da Arena ter sido o mais bonito entre as 12 cidades brasileiras classificadas para sediar a Copa Mundial de Futebol em 2014.

3 - Por que não construir um novo estádio em outro local?

Seis áreas foram consideradas para se construir o novo estádio de futebol para a COPA 2014. Essas áreas foram: a área do atual Estádio Vivaldo Lima; área do clube do Trabalhador do Amazonas - SESI; área da Infraestrutura Aeroportuária Brasileira - INFRAERO; área do bairro da Ponta Negra; área próxima ao Campus Universitário - UFAM e área do Município de Iranduba.

Somente a área do atual estádio Vivaldo Lima reuniu três características importantes para uma área que sedia uma Copa Mundial de Futebol: acessibilidade e transportes, social e cultural e mercado.

Do ponto de vista ambiental, analisou-se que o impacto ambiental sobre os meios biótico e físico serão bem menores onde está localizado atualmente o estádio Vivaldo Lima, local totalmente antropizado, do que seria se o novo estádio fosse construído em qualquer das outras cinco áreas.

4 - Como vai funcionar o estacionamento?

A previsão atual é de aproximadamente 400 vagas na área interna da arena, com previsão de mais existentes na área externa de forma a atender os requisitos da FIFA e do Plano diretor da cidade de Manaus na inserção de no mínimo 4000 vagas.

5 - O que vai ser feito com o estádio após a Copa do Mundo?

De forma a atender os requerimentos estabelecidos pela FIFA (Federação Internacional de Futebol) e CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a proposta da Arena da Amazônia é contemplar aspectos quanto a infraestrutura, segurança física, lógica, tecnologia da informação, controle e monitoramento, sustentabilidade, acessibilidade entre outros, permitindo com que a Arena não só sirva para a Copa 2014, mas também possa sediar torneios estaduais, nacionais e internacionais. Juntamente com a Vila Olímpica, o Ginásio Poliesportivo Amadeu Teixeira, o Sambódromo e o Centro de Convenções do Amazonas, a Arena da Amazônia vai constituir um complexo esportivo, cultural e de lazer para Manaus.

6 - Qual o tempo de duração da obra?

A previsão de entrega do estádio Arena da Amazônia é datada em 31/12/2012